A Constante Evolução nas Tecnologias de Frenagem: ABS, EBD, EAS, ESP, BAS.

Os freios automotivos vêm passando por constante evolução ao longo dos anos, ocorrendo de acordo com as tecnologias de locomoção que também evoluíram ao saltos, sendo necessário cada vez mais sistemas de freios mais eficientes. Com a chegada do mundo moderno, com a grande circulação de informações e conhecimento, os saltos tecnológicos na área automotiva começaram, viabilizando o desenvolvimento e a implantação dos mais diversos sensores gerando uma enorme gama de possibilidades. Estamos aqui hoje para trazer informações dessas novas tecnologias aplicadas à frenagem, que proporcionam cada dia mais segurança e conforto para o mundo todo.

Figura 1: Vista de um freio a disco porsche.(Fonte:redefox.com.br)


Para entender melhor o que será dito posteriormente devemos primeiramente, entender alguns conceitos básicos da física que proporcionam a frenagem. O movimento de qualquer corpo em relação a outro só existe devido a um fenômeno básico da natureza, conhecido como atrito, ele atua através da rugosidade entre as superfícies, e pode ser considerado como a resistência de um corpo ao movimento. De uma forma fácil, podemos entender o atrito exemplificando-o em acontecimentos muito corriqueiros. Você tem como objetivo empurrar uma mesa para mudá-la de local na sua sala, a princípio a mesa está parada e você começa o movimento para empurrá-la para frente, inicialmente a mesa mostra alguma resistência para sair do lugar, mas logo que começa a se movimentar basta continuar aplicando força sobre ela e ela irá continuar se movendo até chegar ao local desejado, assim que você pára de empurrar a mesa imediatamente para de se mover. Você acaba de presenciar o atrito, em suas duas formas e em várias situações.


Primeiramente você tenta empurrar a mesa e ele mostra uma resistência a sair do repouso em que se encontra, você presenciou o atrito estático, logo em seguido o corpo começa o movimento e você nota que a força que está fazendo para o movimento continuar é menor do que a que fez antes para tirar o móvel de seu estado de repouso, você está presenciando o atrito cinético, que é a resistência do corpo ao regime de movimento já existente, você ainda precisa de certa força, mas esta é menor do que a necessária para tirar do repouso, quando você para de aplicar força o móvel também não se move mais, mas Newton estava errado quando disse “Todo corpo continua em seu estado de repouso ou de movimento uniforme em uma linha reta, a menos que seja forçado a mudar aquele estado por forças aplicadas sobre ele”? Não havia força alguma atuando no móvel, e ele estava em movimento, por que então ele parou? Na verdade havia uma força presente durante todo o tempo atuando no móvel, que é a força de atrito, ela que mantém o móvel parado, faz com que seu movimento seja dificultado e que para o móvel depois evitando com que ele se mova infinitamente. O que quero que entenda dessa história toda é, o atrito é o principal responsável pelo movimento e também pela interrupção dele, e o coeficiente de atrito estático é maior do que o de atrito cinético.

Tabela de valores de atrito estático e cinético (fonte: Randall d Knight)


Ao realizar uma frenagem brusca de emergência, é possível ver, caso o veículo não tenha sistemas de freios eletrônicos, que este tende a derrapar, tentando da melhor forma possível fazer com o que o carro pare, mas o que acontece é, que quando o veículo começa a derrapar, ele entra no regime de atrito cinético, analogamente a mesa, anteriormente citada, neste regime os pneus do carro resistem menos ao movimento, fazendo com que a frenagem seja menos efetiva e o carro não consiga parar a distâncias de frenagens e tempos seguros. Pensando nessas situações, e entendendo que o coeficiente de atrito estático é maior do que o cinético, os engenheiros automotivos e de frenagem desenvolveram novas tecnologias buscando melhores resultados.


Agora que já está bem introduzido os princípios da frenagem, é possível entender o funcionamento dos mecanismos de freios modernos:


ABS - Que em inglês quer dizer “Anti-lock Braking System” e significa sistema de freio antitravamento, como seu próprio nome diz, evita com que as rodas travem, evitando que o carro derrape e entre em regime de atrito cinético. Por meio de sensores instalados nas rodas que captam as informações durante uma frenagem brusca e as encaminham para uma central eletrônica de forma a tratar esses dados e devolver a ação a ser realizada. Então mesmo que você aperte o pedal de freio ao máximo durante uma situação de emergência, o ABS irá atuar por meio de moduladores, fazendo com que as rodas não travem, assim atuando em regime de atrito estático, proporcionando uma frenagem a distâncias e tempos mais curtos. Uma ideia genial baseada em um princípio simples.

Figura 1: Representação de funcionamento de um sistema ABS (Fonte: noticiasautomotivas.com)


EAS - A sigla EAS significa Eletronic Actuation System ou em português Sistema de Atuação eletrônica, trata se de um sistema de controle de tração que também é capaz de regular a altura do veículo em relação ao solo, que é um importante fator para a dinâmica veicular de frenagem. Atua em conjunto e auxiliando o ABS.

ESP - A sigla vem do inglês “Eletronic Stability Program”, ou programa eletrônico de estabilidade. Tem a função de reconduzir o automóvel à trajetória original em caso de desestabilização, seja ela no eixo traseiro ou dianteiro, isso também só é possível devido a captação de dados pelos sensores em cada roda, tratando a informação em tempo real e atuando rapidamente nas rodas. Nos carros mais modernos é possível desativar o ESP por meio de um botão localizado no console. É essencial para uma dirigibilidade mais segura.

EBD - O “Eletronic Brake Force Distribuition” em inglês significa distribuição eletrônica de força de frenagem. Trata-se de um sistema de controle da força da frenagem nos eixos dianteiro e traseiro. É utilizado como auxiliar complementar do ABS para proporcionar melhor distribuição das forças empregadas na frenagem.

BAS - Brake Assist System é um sistema de auxílio de frenagem em urgência, que joga carga máxima no freio quando o motorista pisa no pedal bruscamente. Atua junto com o ABS e o EBD.

Estes são os sistemas possíveis de se encontrar em automóveis na atualidade, claro que não é um fator limitante, novas tecnologias estão sendo desenvolvidas a todo momento e mostra uma visão de um futuro cada vez mais seguro no campo da mobilidade.

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