Os 4 Ângulos de um Sistema de Suspensão e Direção

Atualizado: 26 de Jun de 2020

Nessa primeira postagem da área, vamos apresentar a você os quatro ângulos mais básicos da geometria de um mecanismo de #suspensaoedireçao de um veículo. Provavelmente você já ouviu falar sobre algum desses na sua vida e aqui vamos fazer uma breve introdução, explicando o que é e para que serve cada um deles.


CAMBER OU CAMBAGEM


O camber corresponde à inclinação vertical da roda, numa vista frontal do carro, em relação a uma linha vertical que passe pelo centro da roda, como se pode ver na imagem a seguir:



Podemos ter três condições: negativo, quando a parte superior da roda está inclinada para dentro do veículo, positivo, quando está para fora e neutro, quando a roda está paralela.

Esse ângulo influencia na área de contato do pneu com o solo, por isso, carros de passeio costumam ter valores estáticos de 0º ou próximo disso a fim de desgastar os pneus de maneira uniforme. Carros esportivos ou de competição, como o baja, podem abrir mão desse ponto para utilizarem valores negativos, a fim de obter o máximo desempenho em curvas devido à alteração das forças na área de contato do pneu com o solo. O que já seria assunto para outro post…


CONVERGÊNCIA (TOE)


Esse ângulo nos diz se a roda está convergindo ou divergindo em relação ao eixo longitudinal do veículo de acordo com uma vista superior. Como podemos ver na imagem a seguir, se a parte mais à frente das rodas apontam para dentro do carro, temos um ângulo convergente, já se essas apontam para fora do veículo, esse ângulo é divergente.



Quando popularmente ouvimos falar que o carro precisa fazer “alinhamento” é esse parâmetro ao qual estão se referindo. Ajustes convergentes tendem a aumentar a estabilidade em linha reta, e divergentes, auxiliam a tomada de curvas, porém isso se dá a efeitos que não serão abordados no momento.


INCLINAÇÃO DO PINO MESTRE (KPI)


O pino mestre é definido pelo eixo de revolução ao qual a roda gira quando esterçada, que é a linha imaginária que passa pelo centro dos pontos de ancoragem dos braços da suspensão na manga de eixo. A inclinação do pino mestre é o ângulo (em graus) formado por ele e a linha de centro vertical da roda de acordo com uma vista frontal do carro.



A distância do ponto de contato do prolongamento do KPI e da linha vertical de centro da roda com o solo nos trás um parâmetro muito importante, o Scrub Radius, que está relacionado ao torque auto-alinhante, responsável pelo retorno da direção para trajetória em linha reta depois de fazer uma curva.


CÁSTER


Na vista lateral do veículo, o ângulo de cáster é definido entre a linha vertical em relação ao solo com o eixo de rotação das rodas, que é o mesmo citado anteriormente no pino mestre.

Como exemplificado na foto, esse ângulo é positivo quando a interseção com o solo está a frente do ponto de contato do pneu e negativo quando for atrás.


Assim como a inclinação do pino mestre, ele também é responsável pelo retorno da direção para a posição retilínea após uma curva. Isso influencia na estabilidade da direção do veículo, quanto mais positivo, maior será a dificuldade para alterar a trajetória retilínea. Valores negativos normalmente são evitados pois tornam a direção instável.


Para essa postagem é isso pessoal! Fiquem ligados aqui no blog onde futuramente trataremos de outros assuntos e conteúdos da área e não se esqueça de seguir a @rampagebaja no instagram!


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