Processo de Laminação: Fibra de Vidro

A cada dia que se passa, o uso de compósitos na criação de veículos tem se tornado algo cada vez mais comum. Seja em supercarros de linha ou em protótipos de corrida, a fibra de carbono se mostra um excelente material a ser utilizado para substituir alguns metais, como aços e alumínios em determinados casos.


Mas o que seriam ao certo os compósitos? Os compósitos são dois ou mais materiais combinados em escala macroscópica cujo desempenho e propriedades são superiores aos materiais constituintes agindo individualmente, como, por exemplo, fibra de carbono, MDF, fibras vegetais como a fibra de coco ou de bambu e a fibra de vidro.


Quando o assunto é a fabricação de um componente, os compostos sintéticos se diferem por conta de seu processo característico de modelagem/fabricação, isso é, o processo de laminação. Esse processo demanda de algumas etapas e cuidados para que o melhor resultado possível seja alcançado.


Primeiramente, antes de falar sobre a confecção de uma peça em fibra de vidro, vale ressaltar que as dicas a seguir são recomendadas tanto para uma laminação a vácuo quanto para uma laminação manual convencional.


Para o início do processo de fabricação da peça, tenha em mente que as deformações e porosidades do objeto ou local de laminação serão diretamente refletidas e transmitidas para o componente que será feito, portanto, para o melhor acabamento, procure sempre deixar a superfície desses moldes o mais lisa possível, como placas de vidro, placas fórmicas e moldes de silicone. É possível utilizar também materiais mais porosos (gesso, madeira ou argila), mas para isso, evite lixar a superfície, e, caso necessário, aplique uma camada de gel coat. Após ter definido seu local e material de base para a manufatura da peça em fibra, limpe bem o local para eliminar qualquer tipo de impureza.


Logo após, comece aplicando os materiais que serão responsáveis por impermeabilizar o molde para a retirada da peça, para isso, aplique cinco (5) camadas de carnaúba espaçadas em intervalos de 25 a 30 minutos, depois, aplique uma camada de desmoldante líquido e espere por volta de 45 minutos.


Visto isso, após o tempo de secagem do desmoldante ter sido atingido, aplique uma fina camada de resina e distribua a fibra na área demarcada, depois de toda a camada de fibra ter sido montada, aplique o restante da resina e garanta que não existam bolhas de ar debaixo da fibra, repita o processo até que seja atingido o número máximo de camadas ou a espessura desejada. É importante ressaltar que a razão de mistura resina X catalisador será sempre resultante da especificação colocada pelo fabricante do produto.


Por final, após 30 minutos da finalização da última camada, utilize um estilete para retirar as rebarbas que irão exceder a peça e espere até que a peça atinja o tempo de cura necessário para que seja feita a retirada do componente que foi laminado. Lembre-se de que a reação de catalisação da resina é uma reação exotérmica, logo o tempo de secagem pode ultrapassar ou anteceder 8 horas, tudo irá depender do material do molde e do ambiente em que a peça foi feita.


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